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Quarto das Maravilhas

O poder das palavras em criar imagens memoráveis na descrição de cenas e personagens.

Quarto das Maravilhas

01
Jan24

"Falou-se logo do crime da Mouraria, drama fadista que impressionara Lisboa (...) uma sarrabulhada..."

Eça de Queirós, em "Os Maias"
 
12.jpegGrupo Os Vencidos da Vida (no jardim do Conde de Arnoso, Lisboa)

 

O episódio violento na Mouraria, (retratado em "Os Maias" de Eça de Queirós) que foi discutido durante o jantar no Hotel Central, serve como ponto de partida para o debate sobre a literatura naturalista. O trágico episódio de “fadistas” e “faias” da vida lisboeta contemporânea das personagens demonstra que os romances desta corrente artística representam e analisam cruamente fenómenos da realidade social do seu tempo. Como se vê neste caso, o Naturalismo pretende retratar a realidade, com detalhe fotográfico, sem idealizações as causas das deformações sociais que se geram, como o crime ou a brutalidade. Este movimento estético-literário se opõe aos ideais da escola romântica e busca retratar a vida dos grupos sociais desfavorecidos, com descrições minuciosas e detalhadas. O naturalismo é uma ramificação do realismo, que envolve personagens de qualquer classe social, os prazeres carnais, o sensualismo e o erotismo. 

A tendência de impor à arte, e especialmente à prosa narrativa e ao teatro, os métodos das ciências naturais, deu-se o nome de naturalismo. Esta tendência prevaleceu em França entre 1870 e 1890 e irradiou para outros países, sendo principalmente introduzida e preconizada em Portugal por Eça de Queirós.

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